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Prefeito diz que risco a torcedores provocou interdição do Engenhão – Blog João Gilberto Vaz

Eduardo Paes avisa que consórcio responsável pela construção informou que há problemas estruturais no projeto. Fechamento é imediato.

Por Edgard Maciel de Sá e Fred Huber
Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, explicou no início da noite desta terça-feira os motivos que o levaram a tomar a decisão de interditar o Engenhão (assista ao vídeo ao lado). Depois de uma conversa com os presidentes de três dos quatro clubes grandes do Rio – Peter Siemsen, do Fluminense, chegou só após o fim do pronunciamento -, Paes admitiu que ainda não encontrou uma solução para o problema e confirmou que o fechamento acontece de maneira imediata. Assim, o estádio já não receberá os jogos entre Fluminense e Macaé, nesta quarta, e Botafogo e Friburguense, nesta quinta. Eles foram transferidos para São Januário.

O prefeito disse ainda que o problema da cobertura do Engenhão se arrasta desde a inauguração do estádio, em 2007. Ele diz ter ouvido mais de uma opinião técnica antes de tomar a decisão. O projeto do estádio foi elaborado pelos arquitetos Carlos Porto, Gilson Santos, Geraldo Lopes e José Raymundo Ferreira Gomes. O consórcio foi vencido pelo Consórcio Odebrecht-OAS, sob fiscalização da Riourbe, da Secretaria de Obras do Município. O período de garantia dado pelas empreiteiras expirou no ano passado.

– Fui procurado no fim da semana passada pelo consórcio responsável pela construção do Engenhão. Eles vêm acompanhando a situação da cobertura desde o início. Esse monitoramento tem sido feito pelo próprio projetista da cobertura. Já havia tido uma segunda opinião da cobertura. E me informaram que a mesma tinha problemas estruturais de projeto. Perguntei se esses problemas representavam risco para os torcedores. E a resposta foi “sim”, dependendo de determinadas circunstâncias como velocidade do vento e temperatura. Independentemente disso, existia o risco. Não sei dizer a proporção. Diante desse fato, tomei a decisão de interditar o estádio imediatamente até que tivéssemos maiores detalhes para a solução que pode ser dada.
Paes deixou claro que não há qualquer prazo para a reabertura do estádio. Antes de liberar a volta dos jogos oficiais ao Engenhão, ele vai aguardar uma solução para os problemas da cobertura.

– Não me foi apresentada ainda nenhuma solução, por enquanto só o problema. É inadmissível que um estádio inaugurado há tão pouco tempo já tenha de enfrentar essa situação. Só desinterdito com uma solução. Não podemos brincar. Mesmo que demore um ano. Dificilmente vou trabalhar com gambiarra, espero que a solução seja simples. Mas só quero solução definitiva – afirmou.

Eduardo Paes Engenhão (Foto: Nina Lima / O Globo)

O prefeito eximiu de culpa o Botafogo, clube que arrenda o estádio desde 2007. Segundo Eduardo Paes, o problema é do projeto.
– Não há qualquer relação desse risco com a maneira como o Botafogo vem conduzindo o estádio. Pelo contrário, há uma série de problemas que o clube vem resolvendo. É um problema da cobertura, e não da manutenção do Botafogo. Todos saem prejudicados, principalmente o Botafogo. Já amanhã (quarta) não vamos poder realizar nenhum jogo no estádio. Reafirmo aqui, a prioridade absoluta é, em havendo qualquer risco, não permitir que o estádio seja utilizado.

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