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Falta de estrutura e preços altos afastam torcedor do estádio, diz estudo

Por Danilo Gonçalo, do R7

Espectador está mais exigente, mas clubes demoram a atender expectativa.

Cadeiras quebradas, banheiros sujos, preço alto dos ingressos, falta de acessos adequados e estacionamentos caros são alguns dos mais comuns problemas dos estádios brasileiros e tidos como os vilões quando se trata da presença dos torcedores nas arquibancadas, segundo revela estudo da consultoria Pluri.

O levantamento feito pela empresa apontou que o torcedor está mais exigente e quer mais conforto, e não tem sido bem tratado pelos clubes.

E é por ignorarem esse público que os clubes brasileiros estão na “zona do rebaixamento” no que se refere aos ganhos financeiros com bilheteria. Comparados aos estrangeiros, times do Brasil aproveitam menos essa potencial fonte de renda que países menos expressivos no futebol, como China e Estados Unidos.

No Brasil, apenas 8% das receitas dos clubes saem das bilheterias, enquanto os europeus enchem 20% do cofre com a venda de ingressos.

Lá fora, os clubes melhoraram a estrutura e comemoram os ganhos. Os alemães figuram no topo, nesse quesito. Com boa estrutura,
mantém quase todas as vagas nas arquibancadas ocupadas. Nove em cada 10 ingressos disponibilizados são vendidos.
Ainda que tardiamente, os clubes estão acordando, avalia a consultoria. Por causa da Copa do Mundo, diversos estádios estão sendo construídos ou reformados, o que deve dar mais conforto e segurança aos torcedores.

Projeta-se, com essa mudança de pensamento dos clubes, que logo após o mundial, a média de público cresça mais de 46%.

Sanado o problema da falta de estrutura dentro dos estádios, o problema, no entanto, passa a ser do lado de fora, com a questão da mobilidade urbana, como avalia o presidente da AbrArenas (associação das arenas multiuso), João Vaz.

— Não adianta construir uma arena enorme se não vai ter acesso.

Vaz acredita que os novos estádios vão mudar o jeito do brasileiro “consumir” o esporte, mas diz que os clubes brasileiros ainda vão sofrer até aprender a lidar com esse novo cliente.

Fonte: R7.com

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