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Consórcio negocia novo nome do Mineirão

Valor para batizar o maior estádio de Minas Gerais pode chegar a R$ 30 milhões por ano
Marcos de Moura e Souza

Quanto custa batizar um dos mais tradicionais estádios de futebol do Brasil com o nome de uma empresa ou de marca? No caso do Mineirão, em Belo Horizonte, o valor pode chegar ao equivalente a R$ 30 milhões por ano. É esse o preço calculado pelo consórcio privado responsável pelo estádio e que negocia agora com empresas interessadas em fazer do Mineirão seu maior outdoor.

Reinaugurado em fevereiro depois de pouco mais de três anos em reforma, o maior estádio de Minas Gerais está na mira de três empresas que apresentaram suas propostas para ter o direito de renomeá-lo. Ricardo Barra, presidente do consórcio Minas Arena, com quem o governo de Minas formou uma parceria público-privada (PPP), diz que estuda as propostas.

As três propostas são de empresas nacionais, mas seus nomes são mantidos em segredo. Barra diz que um dos interessados se dispôs a assinar um contrato de 25 anos – tempo em que dura a concessão ao consórcio. Segundo Barra, as empresas querem fechar o negócio ainda este ano. Uma possibilidade, diz, é que o parceiro seja definido antes da Copa das Confederações, em junho, e que terá o Mineirão como palco de alguns jogos.

A receita com esse futuro contrato se somará à receita proveniente de outras negociações em curso. Uma delas diz respeito à exclusividade que algumas marcas terão na venda de bebidas e alimentos dentro do estádio e na sua área externa. Ao menos com três desses itens as conversas estão avançadas: sorvetes, refrigerante e cerveja. A expectativa é que em 30 dias, os primeiros contratos de exclusividade sejam fechados.

O consórcio do Mineirão também está vendendo quatro cotas de publicidade, que darão aos anunciantes espaços para expor suas marcas no estádio, presença em material de divulgação, direito de uso do local para eventos corporativos, entre outras vantagens.

A receita neste início de operações está vindo da locação de espaços para os primeiros dois restaurantes em funcionamento, dos jogos e do show do Elton John, ocorrido no fim de semana. Barra diz que a receita com o estádio este ano deve ser de R$ 100 milhões.

Para definir o valor da imagem do Mineirão, o executivo explicou que foi montada uma equação que considerou o poder de compra dos frequentadores que ele acredita que terá e o fato de o estádio estar localizado na região nobre da Pampulha. Também foi levada em conta a estimativa de que 3 milhões de pessoas circularão por lá a cada ano.

O estádio possui 62.160 assentos. E cada assento seria disputado por 145 pessoas, considerando as torcidas do Atlético, que ainda não está disputando partidas no Mineirão por falta de ajustes comerciais, e do Cruzeiro. “Neste aspecto, perdemos só para o Itaquerão, do Corinthians. Ficamos à frente do Maracanã, onde considerando os torcedores do Flamengo e do Fluminense. Cada assento será disputado por 128 pessoas”.

O resultado da equação, considerando esses fatores, é que por ano a imagem do estádio valha algo entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões, segundo o executivo.

Para a reforma do estádio, o consórcio investiu R$ 654 milhões, dos quais R$ 400 milhões vieram de empréstimo tomado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O restante é capital do consórcio. Se o Minas Arena fechar um contrato de dez anos com uma empresa interessada em ter o direito de dar seu nome ao estádio, só essa receita já cobriria o desembolso feito pelos sócios.

Fonte: http://www.interjornal.com.br/noticia.kmf?canal=124&cod=19952846

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