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CNI defende competição em ambiente de igualdade entre os países do BRICS

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, defendeu que os países do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – devem construir uma relação capaz de derrubar os entraves econômicos, visando ao crescimento em um ambiente de igualdade entre as economias.

“Precisamos de uma parceria que permita ganhos recíprocos. Uma parceria com a qual o empresariado brasileiro possa trabalhar, lado a lado, com a comunidade empresarial do BRICS, enfrentando os desafios da competitividade e desenvolvendo-se”, disse Andrade durante a abertura do 4ª Foro Empresarial do BRICS, promovido nesta segunda-feira (14) em Fortaleza. O evento é um dos três encontros de empresários realizados pela CNI durante a 6ª Cúpula do BRICS, que acontece no Brasil este ano.

Segundo o dirigente da CNI, o contexto internacional favorece a aproximação comercial entre os cinco países que integram o grupo. “A presença de cerca de 700 participantes nesta reunião demonstra que, para o setor privado, esse relacionamento tem um significado estratégico. Nosso objetivo é fazer com que a indústria tenha um papel ainda maior no crescimento do Brasil, com o adensamento das cadeias produtivas e com expansão, cooperação e investimento na área de infraestrutura e de energia”, ressaltou Robson Braga de Andrade.

Hoje, o Brasil tem um déficit de US$ 64 bilhões em infraestrutura. E os países do BRICS podem ser fontes de investimentos e de parcerias com as empresas nacionais.

OTIMISMO – Os representantes da Rússia, Índia, China e África do Sul no Foro Empresarial demonstraram-se otimistas quanto à evolução das ações conjuntas do grupo. “Não tenho nenhuma dúvida de que o comércio vai aumentar entre a África e os demais países membros do BRICS. Estamos começando a definir nossos pontos em comum e já há uma nítida diferença do que tínhamos há um ano, em Durban, e hoje”, afirmou o presidente da seção sul-africana do Conselho Empresarial do BRICS, Patrice Motsepe.

Opinião compartilhada pelo presidente da seção indiana Onkar Kanwar. “Precisamos desenvolver nossa competitividade, aproveitar as vantagens e trabalhar juntos nessa ocasião histórica”, pontuou. Para o dirigente da seção chinesa, Ma Zehua, a China acredita que todos têm que atuar em equipe para melhorar a economia com equilíbrio. “Os governos auxiliam, mas são as comunidades empresariais que devem construir a mansão, tijolo por tijolo”, disse.

O presidente do Conselho da seção russa garantiu que os empresários daquele país estão abertos para cooperar. “A sociedade mundial espera ações práticas de nós. Estamos prontos para apoiar todas as medidas necessárias para que possamos construir algo concreto”, afirmou Sergey Katyrin.

VALORIZAR EXPORTAÇÕES – Hoje, 80% do que o Brasil exporta para os países que compõem o BRICS são commodities, mas o país quer ampliar as vendas de manufaturados. “O que nos torna menos competitivos é o câmbio, o custo de produção, a carga tributária, entre outros fatores. Não adianta falar que queremos exportar produtos de maior valor agregado se não temos preço. A qualidade do produto brasileiro é reconhecida lá fora, mas nosso custo de produção é muito grande. É nisso que estamos trabalhando”, destacou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Além do Foro Empresarial, a CNI realiza o Business Network e a reunião do Conselho Empresarial do BRICS, com o objetivo de melhorar a pauta do comércio e o investimento entre os cinco países. Os três eventos ocorrem no Centro de Convenções do Ceará, em Fortaleza. Nesta terça-feira (15), será a vez dos chefes de estado dos cinco países do grupo se reunirem.

FONTE: PORTAL DA INDÚSTRIA

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