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Blatter diz que é ‘irracional’ jogar a Copa no Qatar no verão

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, considera “irracional” jogar a Copa do Mundo de 2022 no calor escaldante do verão do Qatar, como ele próprio afirmou em entrevista ao jornal francês “L’Equipe”.

“A Copa do Mundo é mais do que apenas estádios, é um conjunto de atividades sociais e culturais em torno da competição”, disse Blatter, que até então evitou dar declarações mais fortes sobre o tema.

“O que faremos? Não é racional jogar em junho e julho [no Qatar]. Nosso relatório técnico, que estava disponível para todos os membros do comitê executivo antes da votação de 2010, expôs essas dificuldades”, afirmou.

No Qatar, a temperatura pode superar os 40º graus nos meses de verão. Sem citar nomes, Blatter comentou que os eleitores foram influenciados pela pressão em levar a Copa do Mundo para o Oriente Médio pela primeira vez.

O país, por sua vez, está se apressando em desenvolver uma tecnologia de refrigeração eficiente e alimentada por energia solar, para instalar em seus estádios e poder fazer frente ao forte verão do Oriente Médio durante a Copa de 2022.

Em março passado, o presidente do Comitê Médico da Fifa, Michel D’Hooghe, deu parecer favorável à mudança da Copa do Mundo de 2022 para o período de inverno do Qatar.

“O problema, sem dúvida, é para a vida de todos. E é muito maior para as pessoas que estarão em volta da Copa. O público que terá de se mover de cidade para cidade e que terá de enfrentar temperaturas muito elevadas”, afirmou o dirigente após encontro do comitê médico.

A preocupação principal com o torcedor vem do fato de o comitê organizador do Qatar ter prometido à Fifa estádios e centros de treinamentos com climatização artificial e temperaturas amenas, na casa de 21ºC.

“Pessoalmente, penso que seria bom se pudermos fazer a Copa do Mundo em temperaturas melhores do que a do verão do Qatar”, acrescentou.

‘QATARGATE’

A revista ‘France Football’ publicou em janeiro uma reportagem que diz que o Qatar pagou para conseguir sediar a Copa do Mundo de 2022.

A publicação francesa, que tem parceria com a Fifa na premiação de melhor do mundo, implica ainda altos dirigentes do futebol mundial, como Ricardo Teixeira (então presidente da CBF), o paraguaio Nicolás Leoz (presidente da Conmebol), o francês Michel Platini (presidente da Uefa) e até o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy.

A edição teve com uma reportagem de 20 páginas com o título de ‘Qatargate’, e aponta também uma possível influência do presidente do Barcelona, Sandro Rosell.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2013/05/1279045-blatter-diz-que-e-irracional-jogar-a-copa-no-qatar-no-verao.shtml

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