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BA-VI DE INAUGURAÇÃO DA ARENA FONTE NOVA TERMINA EM FESTA RUBRO-NEGRA

O BA-VI de estreia da Arena Fonte Nova terminou em 5 a 1 para o Vitória, sem nenhum incidente envolvendo jogadores ou público. Torcedores dos dois times fizeram uma bela festa, iniciada às 14h, com o ponta-pé inicial, do garoto Arthur Nascimento, portador de necessidades especiais, que se levantou da cadeira de rodas utilizando um traje especial, fornecido por uma ONG que recebe apoio do Estado.

Perto do final da partida, o governador avaliou a inauguração. “A arena está muito bonita, funcionando com tudo o que tem de mais moderno, se equipara aos melhores estádios do mundo. Estamos colocando Salvador no circuito internacional de shows e espetáculos”.

Wagner disse que a implosão da antiga Fonte Nova não foi uma decisão fácil. “Mas construímos aqui, 62 anos após o primeiro estádio, este novo templo da paixão, muito mais moderno e preparado para grandes espetáculos de futebol e culturais”.

Testes

Antes de receber o primeiro jogo, a Arena Fonte Nova passou por dois testes, de acordo com o governador. “Hoje vamos chegar a um pico de mais de 40 mil pessoas, o próximo será capacidade máxima, mais de 50 mil torcedores. Estamos preparados para isto, temos profissionais da melhor qualidade e vamos chegar à excelência da operação”.

Wagner destacou os investimentos que estão sendo feitos no esporte baiano. “Em oito anos de mandato, já temos Pituaçu, que eu quero transformar em um centro olímpico para várias modalidades, a Arena Fonte Nova, e nós vamos entregar ainda a piscina olímpica e o ginásio de Cajazeiras”.

O governador falou que Salvador recebeu três importantes presentes, da última sexta-feira até este domingo. “Alem deste estádio, onde a presidenta Dilma anunciou investimento de R$ 1 bilhão para obras de vias estruturantes na capital, também fizemos um acordo entre Governo do Estado e prefeitura, para finalizar as obras e iniciar o funcionamento do metrô”.

Torcida foi um dos destaques da festa

Para Wagner a torcida baiana é única. “Todos reconhecem que, mesmo quando os times não estão brilhando, a torcida baiana é de chegar junto, por isso merecia uma casa do nível da Arena Fonte Nova”.

E a torcida fez a sua parte, compareceu e festejou. Torcedora do Vitória, Mônica Santana, 25 anos, estava satisfeita e não foi apenas por seu time ter vencido a partida. “Eu vim de ônibus, foi fácil chegar. Peguei o transporte lá na Suburbana e desci aqui em Nazaré. Não teve trânsito, foi rápido. Os portões abriram cedo, não teve tumulto para entrar”.

Morador de Feira de Santana, o empresário Wellington Lima disse que não teve dificuldade para chegar ao estádio. “Vim de outra cidade, cheguei em Salvador e peguei ônibus, o trânsito estava bom, as ruas sinalizadas, nota dez para a Arena Fonte Nova”.

Acessibilidade 

O administrador Armando Júnior, morador de Pernambués, é cadeirante e elogiou o projeto de acessibilidade da arena. “Ao chegar próximo ao portão, os orientadores me conduziram até dentro do estádio. Fui até a bilheteria, passei o cartão tranquilamente, usei os banheiros adaptados, comprei lanche duas vezes, está tudo tranqüilo E o mais importante, consegui assistir o jogo”.

Após as apresentações das cantoras Ivete Sangalo, Cláudia Leitte e Mariene de Castro, a banda Olodum e Margareth Menezes executaram os hinos da Bahia e Nacional. O jogo começou às 16h e, aos 40 minutos do primeiro tempo, Mansur, atacante do Vitória, sofreu pênalti. Renato Cajá bateu e inaugurou o placar da Arena Fonte Nova.

Artistas, ex-jogadores e outras personalidades

O BA-VI atraiu um público variado, incluindo empresários, políticos e artistas que também prestigiaram a inauguração. O músico Armandinho Macedo, inventor da guitarra baiana, um dos símbolos da música da Bahia, disse que é uma emoção presenciar o primeiro BA-VI da Arena Fonte Nova. “O baiano merece tudo isto, estádio, hospitais, sempre neste porte”.

Ex-jogador, Carlos Alberto Torres, capitão do time do Brasil que ganhou a Copa de 70, no México, aprovou a arena. “O estádio mostra que o Brasil entrou na era moderna, dá prazer ao torcedor de sair de casa e vir ao campo. Tem comodidade, acesso, banheiros limpos, o que não se encontrava até pouco tempo. Conheço estádios no mundo inteiro e a Arena Fonte Nova é maravilhosa, o ponto forte daqui é oferecer conforto para quem vem assistir um jogo de futebol”.

O cronista esportivo Jorge San Martin diz se sentir privilegiado. “Eu vi a outra inauguração, no dia 3 de março de 1971, quando foi colocado o segundo anel no Octávio Mangabeira e estou vendo este novo estádio que orgulha a todos nós baianos. Eu já visitei várias arenas pelo mundo e me vejo aqui no primeiro mundo do futebol”.

Time do Vitória inaugurou o placar 

O jogador rubro-negro Renato Cajá, autor do primeiro gol na nova arena, avaliou a estrutura do ponto de vista dos atletas: “o novo estádio é muito bom. O campo ainda está duro, a bola quica muito, mas a Bahia está de parabéns. O estado e o Brasil merecem, nos campeonatos Brasileiro e estadual estaremos jogando em um dos melhores campos do mundo”.

Cajá também falou da emoção de inaugurar o placar. “Na hora de bater o pênalti eu pensei que precisava entrar para a história, não podia perder a cobrança, era uma oportunidade única”.  A motivação deu certo e ele abriu a goleada de 5 a 1 sobre o Bahia.

Imprensa internacional

Segundo o presidente da Arena Fonte Nova, Frank Alcântara, foram cadastrados cerca de 400 profissionais da imprensa, inclusive de outras partes do mundo. “Temos jornalistas de outras editorias, não somente esportivos”.

A jornalista coreana Minji Seo disse que está no Brasil para escrever um livro sobre os preparativos para a Copa do Mundo. “Esta é uma partida importante. O estádio está lindo, visitei alguns no Brasil e este é o que mais me impressionou”.

Planejamento especial para estreia

Para o BA-VI de estréia da Arena Fonte Nova, foi feito um planejameto especial que envolveu ações nas áreas de segurança, mobilidade urbana, cobertura de imprensa e também as atrações artísticas. Os torcedores do Bahia entraram pelo portão norte (Ladeira Fonte das Pedras) e os do Vitória pelo portão sul (Dique do Tororó).

A primeira preocupação do Governo do Estado para o clássico foi com a segurança dos torcedores. A Polícia Militar atuou com 1.200 PMs, em um esquema montado a partir das 7h para que os portões fossem abertos com tranquilidade às 11h30. Antes, a Companhia de Operações Especiais (COE) fez uma varredura na parte interna do estádio em busca de explosivos e outros materiais.

A PM intensificou as rondas nas principais vias de acesso, pontos de ônibus, estações de transbordo e entorno da arena. A Rondesp fez a a escolta dos clubes e das torcidas organizadas. Não foi permitida a entrada no estádio com objetos que pudessem colocar em risco a integridade física dos torcedores, como mastros, latas, garrafas, fogos de artifício e sinalizadores.

Polícia Civil 

A Arena Fonte Nova tem um posto especial de atendimento da Polícia Civil. Um grupo de 50 servidores do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), entre delegados, escrivães e investigadores, trabalhou, a partir das 9h, no posto especial, em outros espaços internos e também no entorno da arena. Ocorrências policiais de qualquer natureza, dentro da Arena Fonte Nova, foram registradas no posto e comunicadas à 1ª Delegacia Territorial (DT), nos Barris.

A partir de agora, quem for preso dentro da arena, ou nas imediações, seguirá para o Complexo Policial dos Barris. As ocorrências policiais verificadas no entorno da Fonte Nova são direcionadas à 6ª Delegacia Territorial (DT), na Ladeira dos Galés. A Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), instalada no Centro Histórico, também teve a equipe policial reforçada.

Transporte coletivo 

A Transalvador montou um esquema especial para atender a um público aproximado de 40 mil pessoas. A população conta com 127 linhas de ônibus, incluindo as que atendem as áreas do entorno da Fonte Nova, como Estação da Lapa, Terminal da Barroquinha, Baixa dos Sapateiros e os corredores Avenida Joana Angélica e Vale de Nazaré.

Desse grupo de linhas, 101 tiveram reforço de frota neste domingo, contemplando as áreas mais populosas da cidade como Subúrbio Ferroviário, Cajazeiras, Cabula, São Caetano, Ribeira, Estrada de Campinas, Estrada Velha do Aeroporto, as estações de transbordo Pirajá e Mussurunga, Castelo Branco, Pau da Lima, São Marcos, Sussuarana, Brotas e Baixa de Quintas. Além desse reforço, foi colocada uma frota reguladora de 20 veículos, sendo 14 na Estação da Lapa e seis no Vale de Nazaré.

Os pontos de concentração de embarque e desembarque dos ônibus ocorreram no Vale de Nazaré, Campo da Pólvora, Estação da Lapa, Avenida Vasco da Gama (trecho do Dique do Tororó) e Bonocô. As linhas que trafegam pelo trecho interditado da Ladeira da Fonte das Pedras tivera os itinerários desviados pelo Vale Nazaré/Bonocô.

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